Este local é, com certeza, dedicado aos 90% do meu cérebro que não tenho certeza de para que servem... Entre um cigarro e outro, entre o dia e a noite, nas beiradas de um talvez qualquer, fico gastando palavras, me espreguiçando nas frases, me escondendo entre as reticências...
Ao leitor deixo o agradecimento pelas palavras que eu não disse, mas que, ainda assim, acabaram por ser ouvidas...

domingo, 15 de agosto de 2010

PORQUE DOMINGO É DOMINGO E EU VEZ EM QUANDO ME EXCEDO

Final de domingo, aquele ar parado, eu mofando... Domingo em casa só tem almoço. Isso porque todo mundo aqui tem uma preguiça crônica de esquentar as sobras... Aí começo a pensar em coxinhas com molho de pimenta bem ardido, tipo aqueles de malagueta no óleo, pastelzinho de feira, queijo derretido, strogonoff, milho... Milho!!!! Na "fontinha" deve ter milho (além de pipoca, cachorro quente, hamburger, crepe, churros, garapa, trufas, sorvete) Hummmm milho no pratinho, quentinho, com manteiga e sal... Me arrasto pro telefone e ligo pra minha irmã. Nem precisa implorar, falou de ir na fontinha a familia inteira entra em transe... Saio pra fora e um frio de polo norte me recebe... Não vou poder fumar no carro, os vidros terão que ficar fechados... Só nisso não somos parecidos: eu amo o frio, o vento gelado, mas... se for de vidro de carro aberto ninguém vai comigo... E lá, música ao vivo, mas bem pouca gente, muito carro. MPB, amo MPB com milho quente e vento frio... Minha irmã reclamando que ia ter dor de cabeça, minha sobrinha que o rosto dela estava doendo... Minha sobrinha saiu no sábado e, em vez de pedir pro meu cunhado pegar ela, voltou para casa sozinha, duas horas da manhã, correndo, a retardada. Levou um tombo na esquina de casa, bateu o rostinho, a barrinha, os joelhos, os pés... imagino o voo que ela não deu... Enfim, peço dois crepes depois de uma esfiha, um hambuger e, naturalmente um milho quente. Mando embrulhar pra comer em casa e guardo dentro da blusa, pra não esfriar muito (é de queijo com goiabada). Quase me queimo toda, mas, chego em casa com os crepes quentinhos e murchos, completamente murchos... Só pode ter sido aquela imbecil daquela sacolinha de plástico, que droga!!!! Mas acabo comendo mesmo assim, com um copo duplo de coca-cola... Acho que sofro de gula, será que gula é doença ou é só um dos pecados capitais? Pena que não tem um bolinho com recheio de creme com pessego... ia ser o máximo. Me contento com uma caixinha miserável de bis de avelã. Quando se começa a sentir o gosto da avelã, acabaram-se os bis. De repente, do nada, bate aquele sono, os olhos vão se fechando... Luto muito mas... não tem jeito... São só 15 para as 9 da noite e já estou meio que embalada... Bom, tá frio mesmo, puxo o ededrom e apago. Não dá outra, 4 da manhã e eu acordada, noite ainda, mas não adianta, o sono não volta. É rolar pra cá, rolar pra lá e não tem jeito: começo segundona brava às 4 e meia da manhã... Meu estomago parece que não está muito bem, acho que comi demais... Domingo é sempre a mesma coisa, aquele horror de dia modorrento, mofante, bem cara de "Gugu" e "Faustão". Mas em casa não tem nenhum dos dois não, se ligar a tv periga um de nós tacar pedra nela. E porque domingo é domingo, a segunda-feira é dia de amargar excessos e eu, vez em quando me excedo: sempre aos domingos.

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