Este local é, com certeza, dedicado aos 90% do meu cérebro que não tenho certeza de para que servem... Entre um cigarro e outro, entre o dia e a noite, nas beiradas de um talvez qualquer, fico gastando palavras, me espreguiçando nas frases, me escondendo entre as reticências...
Ao leitor deixo o agradecimento pelas palavras que eu não disse, mas que, ainda assim, acabaram por ser ouvidas...

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

SEXTA-FEIRA, COCA COM GELO E UM FORRÓ DA PESTE

Água de cheiro no corpo (mas não muito, pra não dar dor de cabeça em ninguém), uma roupinha leve e confortável (porque ninguém merece ficar subindo blusinhas ou tentando descer saia curta), sorriso colgate e, indispensável, disposição para estar feliz (que ser feliz é outra história)... A coca com gelo é pra refrescar um clima que anda quente, a sexta-feira porque é "dia bom" e dá fluidos positivos para o final de semana...
E uma delicia sem igual, um forró da "peste", da "moléstia", da "gota serena" para balançar o esqueleto.
Vou te contar que sou muito eclética com essa história de música, vou do regional ao clássico sem pestanejar... Dançar é outra coisa, acho que tenho dois pés esquerdos, mas no forró isso não importa... Porque os forrozeiros querem mesmo é a alegria, eta povo de mente aberta e coração abençoado... Comecei a gostar do forró por conta de nossa adorável MPB e, principalmente, por conta das sérias crises depressivas que tinha... Forró não tem lugar para depressão... Sozinha ou acompanhada, a alma se sente acolhida, o mundo é sorridente e a sanfona parece um tapete mágico. Quer se dance, quer se aprecie outros dançando, forró é um santo remédio!!!
Abaixo a letra  e a música de um dos meus forrós favoritos, já antiguinho. Procurem ouvir essa música na voz especial de Clara Nunes e só depois digam que forró é "coisa brega". Brega, na verdade, é ser triste, é apagar o brilho que mora dentro de cada um de nós, é negar o sorriso fácil que colore o rosto...

FEIRA DE MANGAIO
Fumo de rolo arreio e cangalha
Eu tenho pra vender, quem quer comprar
Bolo de milho broa e cocada
Eu tenho pra vender, quem quer comprar
Pé de moleque, alecrim, canela
Moleque sai daqui me deixa trabalhar
E Zé saiu correndo pra feira de pássaros
E foi passo-voando pra todo lugar
Tinha uma vendinha no canto da rua
Onde o mangaieiro ia se animar
Tomar uma bicada com lambu assado
E olhar pra Maria do Joá (2x)
Cabresto de cavalo e rabichola
Eu tenho pra vender, quem quer comprar
Farinha rapadura e graviola
Eu tenho pra vender, quem quer comprar
Pavio de cadeeiro panela de barro
Menino vou me embora
Tenho que voltar
Xaxar o meu roçado
Que nem boi de carro
Alpargata de arrasto não quer me levar
Porque tem um Sanfoneiro no canto da rua
Fazendo floreio pra gente dançar
Tem Zefa de purcina fazendo renda
E o ronco do fole sem parar (2x)
Eiii forró da mulestia..
Fumo de rolo arreio e cangalha
Eu tenho pra vender, quem quer comprar
Bolo de milho broa e cocada
Eu tenho pra vender, quem quer comprar
Pé de moleque, alecrim, canela
Moleque sai daqui me deixa trabalhar
E Zé saiu correndo pra feira de pássaros
E foi passo-voando pra todo lugar
Tinha uma vendinha no canto da rua
Onde o mangaieiro ia se animar
Tomar uma bicada com lambu assado
E olhar pra Maria do Joá
Mais é que tem um Sanfoneiro no canto da rua
Fazendo floreio pra gente dançar
Tem Zefa de purcina fazendo renda
E o ronco do fole sem parar
Eitaa Sanfoneiro da gota serena...

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