Este local é, com certeza, dedicado aos 90% do meu cérebro que não tenho certeza de para que servem... Entre um cigarro e outro, entre o dia e a noite, nas beiradas de um talvez qualquer, fico gastando palavras, me espreguiçando nas frases, me escondendo entre as reticências...
Ao leitor deixo o agradecimento pelas palavras que eu não disse, mas que, ainda assim, acabaram por ser ouvidas...

quarta-feira, 21 de julho de 2010

SOBRE AQUELA HISTÓRIA DE "QUEM SOU EU"

Essa pergunta "quem sou eu?" é uma coisa assim tão inominada, algo grotesca, de mau gosto até, pretensiosa. Mas isso não é nada, afora o descabimento da pergunta, pergunta tão sem noção, responder a essa indagação é que são elas!!! Qualquer resposta estará incompleta, descabida, desproporcional ao tamanho que deveria ter... Titubeio, a mente não quer responder. Dizendo a verdade, o sentimento é de uma nudez indigesta, inconveniente pelo que expõe... Mentindo, a impressão desbota, fica pobre imediatamente...Quero me deixar ser, crescendo pelos meandros de mim mesma, escalando meus próprios muros, desaguando nos mares todos. E hajam "mulherezinhas" em mim, com um desejo mundano de se mostrar quem são... Infinitos "eus" já vividos, incontáveis "eus" a viver!!! Ouço que uma pessoa falsa tem duas faces... Que será de mim, então, que tenho faces a perder de vista??? Me nascem faces novas, gestações de 5 minutos, de 10 dias, de 15 anos... Devo eu abortá-las, para ser uma apenas??? Me deliciam as minhas faces todas, embora algumas tenham nascido da vergonha, outras muitas dos medos, tantas mais dos arrependimentos... Ainda assim são todas "tão eu" que necessito conservá-las. Se me livrar de uma única que seja, me sentirei amputada, tal e qual alguém que se auto mutila...E é no espirito da "dificil arte de viver", que me calo, que nos recuso, a mim e a você, uma resposta que seja... Afinal, por mais que eu me esmerasse na resposta, seria um ato falho, e, portanto, injusto a nós dois. A mim porque limitaria a possibilidade infinita de ser e a você, por não me fazer conhecer em absoluto, sendo esse o sentido da pergunta, eu suponho. Resta agora, tão somente, uma pergunta de igual teor e forma, ridícula, capciosa, grotesca: E QUEM É VOCÊ????

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